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05/11/2007

Valor aleatório

De volta ao Mexilhoeiro para acabar o que a pele não permitiu na passada visita, a Crise Digestiva.

Não causou muita azia, mas tal como já me tinha apercebido da última vez o bloco está cotado de 7a o que não me parece ajustado. Nada de extraordinário, uma vez que pelas marcas de magnésio existentes a solução que encontrei é diferente de quem o repetiu anteriormente (pelo menos a avaliar pelas marcas brancas).

Em relação ás cotações vou tentando manter alguma coerência nos blocos que vou encadeando, o que por vezes é complicado por diversas razões:

- Tipo de rocha - Granito e Calcário não estão relacionados nem aparentados a maioria das vezes.
- Estado de forma varia, uma cagada torna-se um épico e vice-versa.
- Humidade, temperatura, ondulação, velocidade do vento, enfim tudo contribui.

Neste caso, e sendo um bloco de dois movimentos (mais a saida) ou na outra versão mais um rebote no meio, pareceu-me forçada uma nota tão alta para algo tão simples. E experimentei mais uns quantos blocos neste dia para comprovar se estava num momento sobredotado de forma: infelizmente não.

Enfim muita conversa para algo simples, não é suposto a cotação ser o resultado do esforço de chegar de um ponto A (neste caso sentado) a um ponto B (em cima do bloco) pela linha mais directa? Neste caso nem há que enganar, pois não é necessária nenhuma travessia ou presa fora das linhas verticais definidas pelas duas presas de entrada, é direitinho!

O que me deixa pensativo é a aleatoriedade dos números, se encontrar uma solução mais fácil o número baixa, se estiver cansado o número sobe, se as presas estiverem molhadas volta a subir, a envergadura é diferente entre escaladores ou preocupo-me com a queda manhosa...sei lá!


O momento mais colorido foi a tentativa de sacar um bloco recente, Foice. A linha é muito fixe, mas depois de ver novamente uma foto do Macau no bloco percebi que faltam uns danoninhos para a saida, e a cotação!?

29/10/2007

As aparências iludem

Há tempo que não passava um bocado a olhar para os pedaços de rocha que fazem transpirar as mãos, Freud explica mas ao que parece não escalava.


Além de olhar, resolvi aplicar-me num bloco que ganhou nova vida há uns meses aquando do tsunami de encadeamentos no Mexilhoeiro: Crise digestiva. Não tem grande história nem é grande coisa, mas a quantidade de magnésio depositada foi proporcional há miopia.


Crise Digestiva- 6c

Alguém lá andou a massacrar um lançamento de direita para o aplat, o pó não mente! Eu segui o caminho das pedras até os dedos ficarem num "lindo" estado, e eis que o atento observador me diz: "é pá, e se saires com a esquerda, só tens de rodar e fazer exactamente o oposto". Pata esquerda para a presa azul, e parecia estar no rocódromo! Via das vermelhas, elimino a última e lanço para o top!


Continuo a preferir a rocha, existem mais cores, e sobretudo a imaginação não é limitada pela côr das presas, enfim, só pelas brancas!

30/08/2007

A bomba


Após quase uma década de febre bloqueira surge o topo que marca a diferença - Bouldersintra!

A informação tal como ela é apresentada:

  • Já está disponível para venda o Guia de Bloco de Sintra e Cascais! Ao todo, são mais de 400 blocos, repartidos pelas principais áreas de bloco de Sintra e Cascais, tais como Malveira, Peninha, Capuchos, S. Pedro, Albarrasintra, Baía do Mexilhoeiro e Praia do Cavalo.
  • O Guia de Bloco de Sintra e Cascais é composto por 35 páginas, contendo fotografias aéreas de cada uma das zonas de bloco, 26 croquis pormenorizados, informação logística, acesso aos sectores e um ranking de qualidade dos blocos.
  • O formato do guia é A4 e é impresso numa impressora lazer.
  • O preço é o seguinte: P&B = 6 euros / Cores = 15 euros
  • A entrega do guia poderá ser feita por correio (acrescem as despesas de envio) ou pessoalmente na zona de Lisboa (sem custo adicional).
Parabéns Macau! Encomendo o meu assim que te encontrar!

08/05/2007

As Bolas do Dragão

Melhor do que pode parecer à primeira vista.


Dragon Balls - 6b


Dragon Balls - 6b

30/04/2007

Transatlântico e o Pavlov

Começou há 3 anos, como projecto em curso para “ir trabalhando”. Transformou-se em bloco de aquecimento pela sua localização, logo na entrada da baia, e ao longo de todo este tempo estava cotado de 9x!

Não levei muito a sério o assunto, enquanto existiam linhas mais estéticas e apeteciveis, mas esta ficou sempre debaixo de olho, teimava em cair na mesma zona, uma vez após outra. Começou a chatear quando ouvia os sininhos sempre que chegava ao quarto movimento…”vais cair, por ai não vai dar”…e sucessivamente ia corrigindo os movimentos, a colocação dos pés, as presas escolhidas para ultrapassar a secção a meio do bloco. Pensava que este era um daqueles blocos em que alguém muito optimista propos uma cotação “fora de pé”.

Quando esgotei a imaginação, ficou no frigorifico juntamente com a convicção de que os treinos em regletes de meia falange e umas sessões de campus, eventualmente desbloqueariam a situação. A força resolve sempre…

A escalada é surpreendente nisto mesmo, a superação de limites, que numa boa parte dos casos está associada à condição psicológica de cada um. E afinal não podia ser 9x!!!

Em 30 segundos um olhar fresco sobre o bloco, a demonstração de que afinal existia uma solução fora do quadrado que há muito estava decalcado para a fotografia final , e eis que os 15 movimentos saem de seguida e sem esforço extraordinário.

16/03/2007

Travessuras...será?

Porque o tempo para ir até à rocha é cada vez mais reduzido e a memória vai falhando, aqui jaz mais um blog narcisista!
Se correr bem talvez evolua para um depósito de consulta sobre os blocos onde vou apertando e eventuais dicas sobre como vencer a gravidade, caso contrário é mais um para memória futura.

Foto de Delfim Machado (Gracias cumpadre)

Este é o primeiro da série, registado como Travessuras 6b (Mexilhoeiro), dúvido que esteja correcto! Dois monos de entrada para estragar os dedos, e muita força para a cotação proposta...Enfim estava a chover e este era o único debaixo de um tecto que se mantinha em condições.